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Solda de geomembrana: o básico que todo soldador precisa saber

Por Eng. Eduardo Paulo Pancini·20 de outubro de 2026·Leitura de 6 min
Painéis de geomembrana PEAD soldados lado a lado em obra de impermeabilização

Temperatura, velocidade e pressão na cunha quente — sem enrolação. É disso que depende toda a durabilidade de uma instalação de geomembrana, e é surpreendente como poucos projetos explicam o básico com clareza.

O que a máquina está fazendo, na prática

A soldadora de cunha quente derrete as duas pontas da geomembrana e depois as prensa uma contra a outra. O resultado vira uma peça só — não uma "colagem". Por isso, três coisas decidem se a solda vai ficar boa: quão quente está a cunha, quão rápido a máquina anda, e quanta força prensa as duas pontas.

Os 3 ajustes que importam

  • Temperatura: entre 380°C e 420°C para começar — ajusta fino depois do teste.
  • Velocidade: mais devagar para chapa grossa, mais rápido para fina.
  • Pressão: a força que prensa as duas pontas — mais espessura pede mais força.

Regra rápida: manta fina x grossa

Mais fina (até 1,5 mm) Cunha de 50 mm · temperatura um pouco mais baixa · máquina anda mais rápido · pressão moderada
Mais grossa (1,5 a 3,0 mm) Cunha de 70 mm (60–90 mm na COMET 700) · temperatura igual ou mais alta · máquina anda mais devagar · mais pressão para fundir direito

Dia frio, vento ou umidade? A máquina precisa de parâmetros mais "quentes" para compensar a perda de calor na cunha e na solda.

Leister COMET x Lesite GM1

A Leister COMET (500 / 700) é ideal para espessuras médias e grossas: temperatura ajusta de 80°C a 460°C, a cabeça giratória compensa variação de espessura sozinha, e o modelo 700 grava os parâmetros automaticamente via Wi-Fi/GPS. Já a Lesite GM1 (LST-GM1) é uma máquina compacta, ótima até 2,0 mm, com painel digital simples de temperatura e velocidade e sobreposição de referência de ~12 cm entre as mantas — boa opção para obras menores e manutenção rápida.

Nunca solda direto na obra

Faça sempre uma solda de teste antes, no mesmo dia e nas mesmas condições da obra. Corte um pedaço e puxe: a manta tem que rasgar no meio dela, nunca na costura. Isso segue as normas GRI-GM19 e ASTM D6392 (ou a ABNT equivalente).

O que estraga a solda

  • Superfície suja, molhada ou com poeira.
  • Temperatura errada para a espessura da manta.
  • Pressão fraca — as pontas não se fundem direito.
  • Andar rápido demais em dia frio ou com vento.

A regra de ouro

  1. Meça a espessura da manta.
  2. Regule temperatura, velocidade e pressão.
  3. Faça a solda de teste e puxe até rasgar.
  4. Só depois disso, solda na obra.

Para as tabelas completas de parâmetros por espessura e as tolerâncias de cada máquina, veja nosso guia avançado de regulagem de soldadoras de cunha quente.

Quer garantir que a solda da sua obra segue esse padrão?

Regule. Teste. Documente. Só depois, solda na obra.

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